BORZEGUIM

 

PLATAFORMA DE MATERIALIZAÇÃO ARTÍSTICA DA MEMÓRIA COLETIVA DA ALDEIA DE BALUGÃES

O BORZEGUIM incide na preservação e difusão das tradições etnográficas, artísticas e culturais da aldeia de Balugães, onde a mensagem é transformada em ato de cidadania cultural.
É um encontro de memórias que não segue a linguagem etnográfica habitual, assume-se como um registo criativo do património material e imaterial, preferindo um olhar mais artístico, carregado de poesia.
O BORZEGUIM é, acima de tudo, o palco onde ainda vive a festa feita nas terras, pelas gentes que ainda contam apaixonadamente as suas histórias, artes e ofícios, tradições e costumes.


2013 | Projeto de vídeo documental O TEATRO POPULAR DOS AMADORES DE BALUGAS

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Em Agosto de 2013, o Teatro de Balugas levou à cena Abaixo o TGB S. Martinho de Balugães – Santiago de Compostela, um espetáculo de teatro comunitário num dos emblemáticos lugares da aldeia – a Igreja Românica de São Martinho de Balugães. Na tentativa de registar este ato artístico, foi lançado o desafio ao realizador Miguel Filgueiras, autor do premiado filme documental Alto do Minho, para, através da sua objetiva, realizar essa tarefa em parceria com o BORZEGUIM – plataforma artística do Teatro de Balugas.  Miguel Filgueiras (imagem) Diogo Amaro (áudio). O vídeo está disponível no nosso canal vimeo/teatrodebalugas


2017 | Livro de fotografia “BONS DIABOS” de Paulo Alegria


Observando o elenco, enquanto este deitava mãos à obra e tornava palco o adro da igreja românica de São Martinho de Balugães, as imagens extraídas trazem-nos o Vale do Neiva, essa terra antiga de onde o teatro popular nunca desapareceu e onde permanecem intactos os espaços onde ele acontecia.
A peça apresentada, uma adaptação para teatro de rua do “Auto dos Bons Diabos”, obra de Cândido Sobreiro, é um forte testemunho de que os “Balugas” constroem muito mais do que singelas encenações: é que, nas suas peças, o Alto Minho emerge inteiro, como região em que a permanente dicotomia entre aceitação e recusa foi sempre o gérmen criador da nossa identidade. O entusiasmo instala-se peça e livro adentro, quando nos apercebemos que as novas gerações retiveram um dos mais sábios ensinamentos: que um futuro interessante e suportável só surgirá da enxertia da planta do presente no sólido fuste do passado. [Raul Pereira, 2017]

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