SEM REI NEM ROQUE

Projeto de investigação e criação teatral sobre a implantação no vale do Neiva da Linha de Muito Alta Tensão no Minho.

[projeto] SEM REI NEM ROQUE tem como palco o território de Barcelos e Ponte de Lima, com incidência no vale do Neiva e as suas aldeias afetadas pela construção do projeto elétrico. O trabalho de campo é da responsabilidade do Teatro de Balugas e vai registar o confronto da natureza e das pessoas com a colocação da linha no terreno, questionar o que fica, o que desaparece e que poder é este que se assenhoreia do território.

São as novas torres, sem reis, maiores do que as torres sineiras das nossas igrejas e que assustariam as defesas dos nossos primeiros castelos roqueiros.

Cada torre tem mais de 75 metros de altura, numa área de implantação de 200 m2, além de margens de segurança ao longo de toda a linha, garantidas pela criação de uma “servidão administrativa” com uma largura de 45 metros, tudo em nome de uma prometida “energia verde e limpa” e de uma também prometida “luz mais barata”.

[coordenação do projeto] Cristina Faria | Doutoranda FPU em Arquitetura, área dos estudos patrimoniais na Universidad de Alcalá – Espanha.

[estrutura do projeto] O projeto artístico SEM REI NEM ROQUE está dividido em duas partes:
– 2020 | trabalho de campo: registo fotográfico, vídeo, sonoro e oral
– 2021 | espetáculo de teatro: criado partir do trabalho de campo realizado, com dramaturgia de Cândido Sobreiro, diretor artístico do Teatro de Balugas.


GUIA DE CAMPO | SEM REI NEM ROQUE

#1 [fotografia] julho de 2020 | vale do Neiva – Minho
“Na área de implantação da enorme torre metálica, há um sobreiro poupado. Batizámo-lo de David, o Golias cresce ao lado!”

#2 [fotografia] julho de 2020 | vale do Neiva – Minho
“Há novas sombras no vale, e não são árvores de folha caduca ou perene, apenas metálicas e escuras.”

#3 [fotografia] julho de 2020 | vale do Neiva – Minho
“O Castelo de Curutelo, mesmo a meia encosta do monte de São Cristóvão, já baixou a guarda aos mais de 75 metros de altura das novas torres metálicas ainda a ser erguidas. Quem autorizou este ataque?”

#4 [fotografia] julho de 2020 | vale do Neiva – Minho
“Quando colocarem os fios e a balizagem aérea diurna e noturna, alguns vão finalmente perceber que a paisagem e o património natural é o maior valor turístico do Minho.”

#5 [fotografia] julho de 2020 | vale do Neiva – Minho
“Torre a torre, ferro a ferro, e assim se cerca um território e a sua paisagem natural.”

#6 [fotografia] julho de 2020 | vale do Neiva – Minho
A propagação de espécies invasoras continua no território.”

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